quarta-feira, 11 de novembro de 2009




se posso aprender também posso ensinar
aberto ao novo
e nunca cristalizar
gritar,
chorar,
doer,
pensar em mim.
viver o total,
o mundo é e não é teu.
Viver!
Viver!
Viver!
não crer,
não ver,
não ser,
viver!
Viver!
Viver
e ver em...
se dou um passo à frente já estou em outro lugar.
Não preciso de suas muletas pois os pés eu vou usar,
é ter autonomia pra guiar,
olhar pra qualquer lado e ter o direito de me esborrachar...

Dead Fish, Viver!


P.s: Final de ano mais hardcore !
P.s 2: Pra aguentar, continuar firme... só com a velha essência!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009



"Olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceite o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.

Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer a sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar a nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gaffe.

Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingénuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia. "

Clarice Lispector, Uma aprendizagem ou Livro dos prazeres .

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


Era madrugada de um casantivo dia, e a menina ao invés de viver mais, foi catalogar sua memória. Estava tudo muito bagunçado... Amores perdidos de uma lado, desilusões em outro... a felicidade estava por cima de uma caixinha prateada de arquivos lacrada com fita crepe escrito: FRÁGIL. Lucy sabia bem o que havia ali, mas ficou com medo, tudo que resolveu arquivar estava para ser vivido por ela outra vez naquele momento, mas não sabia o que fazer...

Colocou ''felicidade'' sobre à caixa ''melhores companhias'', desilusão, momentos ruins e dores intensas junta em uma única: ESQUECIMENTO. "Não posso arquivar tantos momentos bons assim...'', pensou Lucy abrindo à caixa lacrada. Fechou os olhos e colocando a mão lentamente pegou um momento e olhando para, ela viu um abraço apertado e choroso entre duas amigas. Era uma noite de natal, e elas costumavam contar segredos uma para a outra, desses que só podem ser revelados em datas especiais como essa. Separou cuidadosamente no cantinho, ao lado da poltrona. Outra vez colocou a mão, dessa vez ela não chora, apenas sorria... As duas cantavam alto e gargalhando: " I want to know, Have you ever seen the rain? I want to know, Have you ever seen the rain? Comin' down on a sunny day?". Aquele também estava guardadinho no canto!

Lucy na verdade não era sabida assim, mas tinha um bom coração. Sem precisar tirar mais nada da caixa, decidiu escrever para a amiga :

Querida T.,

hoje pela madrugada, quase manhã, estava organizando minha memória. Encontrei alguns dos nossos momentos em uma caixinha prateada, escrito em letras maiúscula: FRÁGIL. Percebi que o amor que sinto por você jamais vai poder ser arquivado. Por muito tempo nossa cumplicidade, nossa amizade, nosso trio deu certo, sinto muito se falhei em algum momento... Sinto tanto que te escrevo pra dizer que a saudade é sempre boa, que pretendo apenas deixar naquela caixinha os momentos dolorosos em que aprendi algo, os outros, mesmo que tenham um pouco de dor, vou colocar no pacote: NUNCA ESQUECER!
Escrevo também para que alivie meu coração... pra dizer que desejo todos os doces deletérios, todos os amores coloridos e os sorrisos mais sinceros. Peço encarecidamente que não jogue fora nossos momentos bons, sei que é um sacrifício conviver com esse gosto amargo de que era pra ser, mas não foi. Mesmo que não tenha sido, nunca se esqueça, te amo demais!

Beijos, Lucy ...





domingo, 18 de outubro de 2009


"eu sorri para o mundo de forma verdadeira depois da tribulação, você sorriu para o mundo de forma intensa depois do náufrago, nós sorrimos para o mundo de maneira sutil e amorosa, agora ... "

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Shakedown 1979, cool kids never have the time
On a live wire right up off the street
You and I should meet
June bug skipping like a stone
With the headlights pointed at the dawn
We were sure we'd never see an end to it all

And I don't even care to shake these zipper blues
And we don't know just where our bones will rest
To dust I guess
Forgotten and absorbed into the earth below

Double cross the vacant and the bored
They're not sure just what we have in the store
Morphine city slippin' dues, down to see that

We don't even care, as restless as we are
We feel the pull in the land of a thousand guilts
And poured cement, lamented and assured
To the lights and towns below
Faster than the speed of sound
Faster than we thought we'd go, beneath the sound of hope

Justine never knew the rules
Hung down with the freaks and the ghouls
No apologies ever need be made
I know you better than you fake it, to see


The street heats the urgency of now
As you can see there's no one around

Smashing Pumpkins
- 1979



segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Se a tua falta não doesse,
Se a tua falta não corroesse,
Se a tua falta não matasse,
Se a tua falta não machucasse ...

Se o teu sorriso aqui estivesse,
Se o teu carinho eu ganhasse,
Se os teus olhos perto de mim brilhasse,
Se o seu abraço em mim ficasse...

Se essa torcida muita não fosse,
Se a minha admiração tanto não fosse,
Se o meu amor muito não fosse,
Se meu encanto eternamente não fosse ...

e é teu, minha saudade !