segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Não leia, palavras ao nada desentendido .


É que em meio aos gritos, tive a calma de me sentir segura. Em um dia você pensa mil coisas, e eu só pedia para que os desencontros fossem mantidos entre nós. De fato é que essa não sou eu, uma parte de mim sente-se presa, e outra voa em meio ao nada. Nada ?! Mas o que seria o nada ? Não quero ter que responder a isso. Estou de saco cheio de muitas coisas, sem paciência de ter que esperar passar, e de ter que acreditar que isso um venha a morrer. Se é verdade tudo o que dissemos um ao outro, basta esperar então que o acaso me devolva ?




“Sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro!”
Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem .

4 comentários:

Srta. Clichê! disse...

Aaaaaaaaaah danada!
Eu ia usar esse Trabalho do Orlando em uma próxima postagem! rsrs
Te amo!
Lindo fds contigo... Escrevi uma besteirinha, depois te mostro!
=*

Unknown disse...

Linda...
ta lendo?
eu amo vc
=**

Filipe Garcia disse...

Oi Thaty,

vim retribuir sua visita em meu blog e gostei daqui. Gostei mesmo. Seus versos guardam um segredo que parece tão comum entre as almas. No fundo, acho que vivemos ansiosos pelo desencontro. É que ele traz a saudade. E a saudade dói, mas é boa.

Você é poetisa.

Um beijo!

Fabiano Antunes - Pierrot Urbano disse...

Belas palavras
belas sacadas
mulheres belas
em meio ao acaso do nada ...
gostei.


Savana indicou-me um otimo blog ;]