segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Nada demais

Acordei sem estar atrasada. Sim, geralmente acordo atrasada. Estou quase sempre atrasada. No trabalho, na faculdade, nos encontros com os amigos. Digo que retorno a ligação, me esqueço e não ligo ou não retorno porque não quero;fato. Chovia de leve, o suficiente pra ficar enrolando na cama conversando com uma amiga. Levantei, peguei café, para nós duas. Mais conversas, mais músicas, mais filmes e claro, mais chuva. O suficiente para me deixar na cama por mais 2h cochilando.

Pronto, vou ligar. Tá marcado, fui ao encontro. Na avenida Oeste tudo estava alagado. Não conseguia visualizar nada, além da água da chuva cobrindo os pneus dos carros a minha frente. Ok, vamos lá! Passei por essa, mas naquele maldito balão algo me esperava, claro. Estava demorando! Primeira curva, grande aventura e lá estava a surpresa: PLACT! Isso, tempos atrás, me deixaria muito puta. Um telefone, um pouco de raiva, mas, logo tudo foi resolvido. Bola pra frente!

E este ano será assim: pouca coisa vai me irritar de verdade. Pouca coisa mesmo, e birrices de namorado não conta. Só pra constar! Meus planos já estão quase todos traçados. Só haverá mudanças naquilo que for necessário. Nada que uma ligação não me faça chegar no fim. No certo, claro. Mas agora eu só penso em férias, cerveja, amigos e gozação. Nos dois sentidos da palavra. Não irrita, que não desce. Não irrita, que não fere. Não existe nada que faça recuar ou avançar por agora. O sereno é bom, e entre cobertas tudo se resolve.

Mas voltando para casa pensei em coisas. Coisas do tipo: reconstruir autoestimas minadas, liberar sexualidade travada, sair da submissão. Algo que auxilie a mulher a gerenciar sua energia, sentir-se segura e sensual, saudável e bela, e, o mais interessante, a escolher seu parceiro, dizer não e libertar-se do estereótipo e do “véu” que cobre boa parte das mulheres há sei lá quantos mil anos. Graças, me livrei de metade disso neste 2010 maravilhoso. Só há mais alguns ajustes a fazer e outras mil fantasias para realizar. Na teoria isso é fácil, difícil é na prática, que tenho que sufocar minhas insanidades, ou dengar demais para alguém querer realizá-las comigo.

No mais, vale um foda-se!

2 comentários:

Paulo Tamburro disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Srta. Clichê! disse...

Que delícia!
Bem Thaty mesmo!
;)