Saí de casa toda empolgadinha para assistir 127 Hours (127 Horas), claro, com tantas indicações ao Oscar 2011, quem não ficaria?! Só pelo trailer do filme você consegue se coçar todo para assistir. Porém, por ser tão bem produzido ele vende muito bem a obra de David Boyle, o sujeito responsável pelos zumbis de Extermínio, os drogados de Trainspoting e pelo famoso Quem quer ser um milionário?. No meu caso então, foi ainda mais curioso porque me lembrou muito Into the Wild (Na Natureza Selvagem), a começar pela fotografia do filme. Que por sinal, Boyle não deixou a desejar.

Ok, vamos por partes: Baseado em fatos reais, a obra conta a história do alpinista Aron Ralston (James Franco), que fazia mais uma expedição "nas terras do cânion" , em Utah, Estados Unidos, quando acabou ficando com seu braço preso em uma pedra. Sua luta pela sobrevivência durante mais de cinco dias foi marcada por memórias e momentos de muita tensão. Aron possuía um canivete cego, pouquíssima água e quase nada para comer, mas, o egoísta, que se aventurou sem avisar para ninguém onde ia tinha em mãos uma filmadora, além da câmera fotográfica. Assim, ele registra como em um vídeo-diário seus delírios, medos, lembranças e desejos. No entanto, é neste exato momento que o filme começa a ficar enjoativo, oscilando entre empolgação e tédio. O publico se perde no meio de tanta dor, deixando por muitas vezes o telespectador inquieto na cadeira. No mais, é a história de um homem no limite que não pode fazer outra coisa para matar o tempo a não ser pensar em sua vida, lembrando-se da infância e dos pais (Treat Williams e Kate Burton).
O filme não é ruim, mas não existe roteiro que sirva de base para o longa, totalmente sustentado pelos maneirismos do diretor. Mesmo assim, compensa assistir pela fotografia e trilha sonora, e caso você vá ao cinema esperando algo espetacular, se contente com um trailer muito bem feito. Quanto a semelhança com Into The Wild, "ambos os filmes são inspirados em histórias verdadeiras, mas, ao contrário de 127 Horas, Na Natureza Selvagem é um filme que se sustenta sem as infames muletas do 'baseado em fatos reais' ".
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