De vez em quando, o tempo nos dá a honra de curar certas coisas. Feridas, anseios, vontades, erros... Ele nos traz um leque de possibilidades, de oportunidades para concertar o que tanto nos incomoda, persegue e atormenta um coração que poderia estar, com facilidade, quieto. Só há um porém: lidar com a culpa.
Essa não escapa de ninguém, vive a nos julgar quando nossos olhos se refletem no espelho. Temos, sem hesitar, que assumi-la, pois, isso nos torna um pouco mais humano, e, por consequencia, menos hipócrita e arrogante. Eu fiz, agora eu pago.
Tudo isso faz parte de atos impensados, realizados por quem somos, mas, não por quem seremos. O que nos leva a pensar tanto na coisa é a veracidade com que o fizemos. Não vale se arrepender e sair por aí dizendo "que se pudesse voltar ao bendito tempo, jamais faria outra vez".
São esses erros quem nos constrói. São eles quem vão nos dizer quem seremos lá na frente, quando você aceitar, com humildade, que errou, mas, que pode fazer diferente.
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