sábado, 9 de novembro de 2013

Não me perca.

E no sono inconsciente da madrugada percebo que não está aqui para jogar minhas pernas sobre teu corpo. Em três semanas, tudo se tornou dúvida, raiva, magoa e ressentimento. Pergunto, logo que abro os olhos, para onde foram todas as nossas certezas, que deram espaço para tantos sentimentos ruins. 

Sentimentos que já não experimentávamos há muitos meses. Tempo em que fomos realmente felizes. Me pergunto, ainda, se estou procurando respostas em coisas incorretas. Me pego no flerte vazio se uma nostalgia voraz. Que me alimenta pouco. Me traz de volta o sentimento de fracasso por não conseguir resistir. 

Se você se ausenta, eu me perco. Se olha para o lado, me desequilibro. Me jogo aos braços do acaso. E que acaso safado esse. Que acaso boêmio. Esdrúxulo. Conquistador. Encantador, amor. Volte a me enxergar antes que eu me perca de vez da nossa vida. 


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