sexta-feira, 31 de julho de 2015

Acaso

Assim, sem avisar, ele chegou. Desconfiada, eu tentei me conter. Deixei que o incerto fosse apenas um acaso e que, sem me esforçar, se tornasse algo real. Eu estava dolorida, confesso. A dor me deixou anestesiada e, em um pior instante, me apareceu. Surpresa boa,  pensei. 

Coisa que a vida nos traz quando menos esperamos. Latente, como sou, me esquivei. Tentei resistir ao doce conforto do acaso. Outra vez, depois de uma noite mal explicada, ele me apareceu com um sorriso sincero. Quilômetros nos separavam, mas os beijos carinhosos estavam sempre no "repeat". Me ganhou, mas a distância me fez mais fria. 

Quando menos esperava, encontrei teu sorriso de menino outra vez. Deslumbrado, sincero, mas sempre contido. Algo que apenas as marcas da vida poderiam explicar. Meu sorriso também não diz muita coisa, mas suas mãos em meu corpo deslizaram. Me fez sentir mulher outra vez. 

Se algum dia eu chegar a esquecer, me esforçarei para lembrar de seus doces e rasos lábios nos meus - como agora. Querendo que ele se "florisse" em minha pele.

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