quarta-feira, 24 de junho de 2009


Acuse, reclame, minta, bata, sofra, pule ... Faça qualquer coisa que dê prazer em estar vivo! Chore e grite, saia correndo pelado... Bata o carro e mande tudo 'pra puta que pariu' ! Cobre quem está te devendo, infernize a calma, se bata e rebata! Humilhe e faça de conta que aceita as normalidades alheias. Escute música alta, e seja irônico ... Leia alto Rubem Fonseca, e não se esqueça de colocar uma máscara antes das saídas noturnas.

Trepe na escada do prédio, abra os olhos dessa sociedade medíocre, cheia de mentes abertas e cabeças fechadas. Suma e não assine papéis, faça uma marca no peito e finja ser alguém. Beba até não sentir os pés. Experimente matar alguém de raiva, mas prometa sentir ódio no final. Seja normal e fuja dos seus próprios medos...



Ploct!PLOCT! Caiu em mil pedaços no chão, rastejou tentando se recompor, colar os pedaços fragmentados. Percebeu, nunca mais seria a mesma. Sentia tanto ódio, que os olhos sangravam! Era sim volátil, fazia da inconstância sua forma de viver. Mas era forte ... Não precisava de ajuda para assumir quem se tornou. Sentia nojo, asco ... Dos outros? de si mesma? Ela não poderia explicar! Apenas possuía certeza de que mente e cabeça, estavam abertos !

2 comentários:

Srta. Clichê! disse...

Uau!
Adorei a alusão à Rubem!

Se joga, Thaty... Espatifar-se no chão na tentativa de voar é sempre o caminho mais Caio-Fernando-de-ser!

**Estou adorando a Thaty que está aflorando de você!**

Tiago Rattes de Andrade disse...

bom texto. eu li um pouco de carpe diem (epicurista) felicidade do bem. vi até freud aí (rs...rs).
mas confesso que a proposta de caos no texto deu conta e dispensava as fontes de tamanhos alterados.
beijos