segunda-feira, 15 de junho de 2009

Graças a Mamã !


Na minha adolescência, eu acabava dando muitos 'surtinhos' de rebelde sem causa. Mas a mamã sempre estava ali, tentando me entender ... Aos 15 eu quis mudar, ter o meu longo cabelo loiro, pintado, queria ser ruiva. Mas meu pai discordou, disse que se eu pintasse, ele jogaria tinta, sim, tinta mesmo, essas de parede ... Mas a mamã foi comigo ao cabeleireiro, e me permitiu ser ruiva. O melhor, ela me achou a pessoa mais linda do mundo!

Meu pai, como 'chefe' de família sempre ditava algumas regras. Uma delas era namorar só depois dos 18. Mas encontrei meu primeiro namoradinho quatro anos antes, e a mamã sempre o adorou muito, sabia que ele era um bom rapaz. Ela sempre o recebia em casa com almoço, nos levava ao parque, era tudo bem planejado entre nós.

Quando eu comecei a sair, tinha sempre horário de chegar em casa, e isso a mamã sempre fez questão de ditar. Mas depois, ela liberou, o que ela mais queria, era que eu vivesse o que ela não pode viver... Então eu vivi, e muito! Fiz amigos, bebi em pracinhas, dormi fora de casa, fui em showzinhos de Hardcore ... Mas nos shows, a Mamã sempre me buscava!

Quando a Mamã quase entrou em depressão, não tive olhos para mais nada. Minha única forma de viver era vê-la vivendo. Descobri nessa época, que ela era o meu amor maior, era tudo o que eu tinha. Depois disso, Mamã e eu soubemos o que é cumplicidade, compaixão ... Ela sempre se fez presente, de alguma forma. E eu, apesar de, gosto de carregar a Mamã e tudo que existe nela nas costas.

Mamã, obrigada por tudo ... Parabéns! Que essa seja uma lição nunca esquecida por nós, e jamais se esqueça, se sou quem sou, é pelo simples fato de você me dar liberdade o bastante para experimentar os acasos da vida...


Um comentário:

Srta. Clichê! disse...

Aaaaaah, aniversário da tia Andréia!
Uhuuuuuuuu!
Parabéns pra ela!
E parabéns pelo texto, coisa linda!
Te amo.