domingo, 13 de abril de 2014

Tava tremendo, com febre, com frio
A estremecer de amor por causa dela
Corria em minha espinha um arrepio
Eu nem pensava em mim, somente nela

Eu ria e chorava um rio
Mas nunca uma dor foi tão bela
Por dias, noites e horas a fio
Eu nem pensava em mim, somente nela

Moska, Somente Nela

E na carta que me enviou você declarou sua paixão. Se juntas não podemos ser o melhor? Eu também já pensei assim. Dói, pequena, mas passa. E o que fica são as lembranças. Dizem por aí que elas nunca morrem, mas elas morrem. São esquecidas numa velocidade voraz, tão rápido quanto o voo do pássaro que presenciamos naquela tarde. Passa! Eu já fui arrebata assim, já vivi uma paixão tão voraz que me roubou alguns anos, que me sugou a sanidade mental e que me fez desejar apenas um corpo. Sem receio, eu me joguei. Implorei, chorei, cogitei milhões de hipóteses, mas sofri, baby. Sofri a falta doída do sorriso, das noites que tivemos juntos e das conversas e dos sorrisos e dos beijos e transas. Eu sofri. 

Não chegue a isso. Ninguém merece passar por um amor não correspondido. Ninguém merece esperar pelas migalhas do outro. 

Não chegue a isso. 


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